O diabetes mellitus é um grupo de doenças caracterizado pelo aumento da glicemia em virtude da falta relativa de insulina ou ainda da resistência a sua ação. Sua prevalência é crescente tendo em vista o melhor controle que permite um aumento da expectativa de vida que temos observado. Estima-se que mais 460 milhões de pessoas sejam portadoras de diabetes,o que corresponde a aproximadamente 9% da população mundial. Os portadores de diabetes possuem frequentemente outras patologias associadas e vale a pena destacar que a isquemia coronariana pode ser especialmente crítica nesta população, pois acomete pacientes mais jovens que o habitual e pode ser silenciosa, dificultando o diagnóstico.
Por todos os fatores acima expostos entendemos que o paciente diabético apresenta alto risco e muitas vezes em virtude da alta prevalência pode ter este risco subestimado.
Os procedimentos sob sedação ou anestesia geral demandam jejum preparatório e este tema tem sido grande alvo de discussão entre os anestesiologistas, cirurgiões, endoscopistas e clínicos.
A tendência atual é de redução do tempo de jejum, no entanto sempre buscando a manutenção da segurança destes pacientes, garantindo ao mesmo tempo evitar os efeitos deletérios do jejum prolongado e também manter a segurança do paciente evitando o aumento do risco de broncoaspiração.
Com tais considerações já conseguimos entender que o manejo perioperatório destes pacientes será desafiador por diversos motivos:
- Necessidade de controle glicemico perioperatório
- Evitar jejum prolongado
- Evitar hipoglicemia
- Reduzir risco de broncoaspiração
Portanto para que possamos conduzir melhor as orientações para adequado manejo perioepratório da glicemia iremos abordar neste curso:
- Mecanismo de ação dos principais medicamentos para controle glicêmico
- Análogos do GLP1 e os riscos de broncoaspiração
- Informações e controvérsias da literatura